meninos, eu vi

é tanta coisa que a gente vê, ouve, lê que ando com preguiça de falar, escrever, fotografar.

afogada em tantas imagens e histórias, as minhas e as do mundo ao redor, não tenho conseguido.

Como sapo com os olhos para fora da água.

Mas eu não sou sapa para coaxar e observar, ou merda para boiar . Só que também não sou nadadora para ir contra a maré.

Sou o que então?

Sigo a respirar e perguntar.

foto: Navid Baraty

Fashion Tv

Prova de figurino é um negócio engraçado:

Você fica horas trocando de roupa, sendo a boneca de papel de outras pessoas.

Quem brinca com a boneca é o figurinista, stylist ou produtor de figurino e sua equipe. No começo parece piada a arara cheia de roupas que vem semanalmente. Com o tempo você se acostuma à rotatividade das peças, a figurinos incríveis que se prova e não se usa e você fica com vontade de ir até a padaria só para gastar o look, e a aceitar propostas estéticas distantes do seu dia a dia. E como ninguém fica bem em algo que não se sinta bem, eventuais modelos são gongados sem drama para ninguém.

O olhar dos profissionais apontam detalhes simples e interessantes, como a manga da jaqueta de couro que a Gi Macedo insistiu para deixar puxada.

Gravando a série do Creator’s Project para a Fashion TV Brasil,  um canal batizado pela moda, descobri a capacidade de construção de identidade do canal, programação e apresentadora, que o figurino pode ter.

São labels que conhecia de nome e não de toque, como Helmut Lang (!!!).

Agradeço a generosidade da Gi, mas também ao Tony e a Edu, que nos acompanharam nessa, e Ana Paula Alcantara, Bel Murray e Rosa Pierantoni, que já tiveram esse cuidado comigo.

 

 

Ah, sim, a prova de figurino tem efeito colateral: é uma preguiça imensa. Há alguns anos que compro roupa sem experimentar.