Juliet, Nua e Crua

Nick Hornby chegou primeiro em imagens e depois em prosa.

Assisti Alta Fidelidade para depois chegar no autor por trás da história e finalmente todas as outras histórias que ele contou. Além de AF também ganharam versões cinematográficas “Um Grande Garoto” e “Amor em Jogo”.

Alta Fidelidade nunca li, mas gostei bastante de “Uma Longa Queda“, livro de 2005 com uma temática bem particular: a história começa na noite do ano novo com o encontro dos personagens no alto da Torre de Londres rumo ao suicídio. O livro é incrível e repleto de sarcasmo, cinismo e solidão, presentes em nas obras do autor.

 

“Juliet, Nua e Crua” veio de presente. Não sabia do livro que saiu em 2009. Delicioso, bem elaborado, cheio de ligações e citações de cultura pop que temperam os textos de Hornby. Suas histórias conseguem ser ao mesmo tempo duras e divertidas ( cheguei a rir alto, ótimo sinal ). Um reencontro para lá de bem vindo com o escritor.

Annie, Duncan, Tucker Crowe são personagens de uma trama que envolve abandono da vida e os encontros e desencontros traçados nesse interim: um casal, um cantor obscuro, uma cidade a beira mar, um grupo de malucos que se encontra via internet.

Mais que contar a história, deixo aqui pequenos trechos para seduzir possíveis novos leitores:

“(…)Então a internet aparecera e mudara tudo. Ao descobrir, um pouco depois de todo mundo, como aquilo funcionava, Duncan montara um website chamado “Alguém Consegue me Ouvir?”, o título de uma gravação obscura feita depois do terrível fracasso do primeiro disco de Crowe. Até então, o fã mais próximo morava em Manchester (…) com a internet os fãs mais próximos viviam no Laptop de Duncan.(…)”

“Uma epifania, então. Era isso que aquilo parecia ser. Só que as epifanias era um pouco como as resoluções de Ano-Novo (…): acabam simplesmente ignoradas, (…). Provavelmente já tivera três ou quatro epifanias durante toda a sua vida, e ou estava bêbada ou ocupada todas as vezes. ”

“Desculpe. Eu não sei o que dizer. Eu sei que…que o amor deve ser transformador – (…) – E é dessa forma que tenho tentado olhar para ele. Pronto. Bang! Eu me transformei, e, como isso aconteceu não importa. Você pode ir embora ou ficar, e isso terá acontecido. De modo que eu tenho tentado pensar em você como uma metáfora ou algo assim mas a coisa não funciona. O fato terrivelmente inconveniente é que, sem você junto a mim, tudo volta ao estado que era antes. Não pode ser de outra forma. E, preciso dizer, os livros não têm ajudado em nada a esse respeito. Porque, sempre que lemos alguma coisa sobre o amor, sempre que alguém tenta definí-lo, há sempre um estado ou substantivo abstrato, e eu tento pensar nele dessa maneira. Mas, na realidade, o amor é…bem, é simplesmente você. E quando você vai, o amor acaba. Não há nada abstrato a respeito dele. ”

 

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One thought on “Juliet, Nua e Crua

  1. putz!
    eu adoro os livros do nick hornby, tenho alguns em casa.

    mas achei o juliet é menos legal, sabia? foi difiiiiiicil pra eu terminar de ler…

    saudades!
    beijo

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