Fortalecendo a desobediência

No sábado 28 de maio aconteceu a “Marcha da Liberdade” em SP. Uma resposta a violência policial e política contra a marcha pela legalização da maconha que acontecera na semana anterior. O abuso aconteceu graças a interpretação que dizer a palavra maconha durante a marcha configurava apologia ao crime, então a molecada ali era mais que criminosa, praticamente acontecia formação de quadrilha.

A articulação por uma resposta da sociedade culminou no encontro de pessoas para a “Marcha da Liberdade” as 14hs no vão livre do Masp. Faixas, flores em mão, o cordão da PM impedindo que a rua fosse fechada, o cordão  da PM esperando a marcha ser “liberada” pela justiça, a liberação da “Marcha pela Liberdade” desde que não houvesse a menção da palavra maconha. Aliás, liberar marcha pela liberdade foi a maior ironia que ouvi no dia.

Os cartazes pediam que as pessoas fossem às ruas. Pediam a legalização do aborto. Pediam pelos direitos dos gays e das mulheres. Incentivavam o uso da bicicleta, o exercício do livre pensamento. Pediam o fim da censura, pediam para Dilma parar a motosserra. Eram diversas bandeiras embaixo de um mesmo guarda-chuva. Isso, na minha opinião, não é falta de ideologia, é reflexo da existência fragmentada que existe hoje.

Uma causa maior parecia unir tudo. A idéia. O poder da idéia, da palavra. Lutar pela liberdade cerceada juridicamente. Ir a rua para mostrar sua existência e insatisfação. A mobilização não tinha liderança clara, o que as vezes causava ruído entre as palavras e gritos de guerra.  O coro pediu “Ei, Dilma, pára a motossera”, e pulou ao dizer “Quem não pula é polícia”, e chamou quem estava nas janelas “vem para a rua lutar contra a censura”.

Esbarro em vários grupos de amigos pelo caminho, todos entusiasmados em estar lá. O mais bacana ainda estava por vir. Uma turma encheu balões para soltar do alto do prédio quando a marcha dobrasse a paulista rumo a consolação.

Levamos um novo mundo em nossos corações.

 

Cantei

2afeira, ínicio da semana, surgiu o convite “Vamos ver Cauby” ?

Nunca tinha visto o homem no palco e confesso que além de Conceição e Chorei pouco conhecia. O repertório incluiu Sinatra, Roberto Carlos, Dalva de Oliveira (que meu pai cantou inteira) e claro, as duas canções que citei acima.

Cauby está com 80 anos (é o que diz a Wikipedia, acho que é gato, que tem mais), chega escorado ao palco mas é impressionante ouvir sua voz, ainda forte, ainda precisa. É vero que em alguns momentos rola aquela “síndrome de Tim Maia” e ele deixa a banda cantando, mas foi um show divertido, valeu por ter visto o homem ainda vivo e por assistir de camarote o frisson que ele causa na platéia.

Se você também se animou a ver Cauby ele se apresenta às 2as feiras no Bar Brahma em SP. E você, além de ouvir, poderá ver ao vivo os SENSACIONAIS blazers que o homem usa. Sente a categoria:

Tá na hora de matar a fome

Recentemente a rede Koni Store promoveu uma noitada para apresentar seu novo cardápio e me convidou, entre outras pessoas. O chef que desenvolveu a linha foi Adriano Kanashiro, ex-Hyatt e mais um monte de lugares bacanas.

Além do Edamame, Ebi fura e do Koni de tataki de salmão, o cardápio Gurumê tem Koni de Shimeji, Koni de Camarão Spicy (com molho de pimenta), o Yanê Salmon Roll e o Unagui Roll. Disponível nas lojas a partir do dia 23 de junho. cola lá