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Mulher Elétrica

Depois de duas semanas non stop cheguei pra mais uma de trabalho, só que fora de SP.
Feliz da vida com a tecnologia que permite que eu edite (no computador), que eu ajeite os figurinos (no steamer), enfim que eu pratique a tão sonhada independência.
Só que foi ao contrário. O computador insiste em dar tela azul, o steamer nao liga, a sombra chegou em mil pedacinhos.
E como não a nada, absolutamente nada que eu possa fazer, fechei o computador, passei a camisa com o vapor do banho e usei o lápis pra criar a sombra. Que fase

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essa semana passou voando

pelo menos pra mim, a vida off tava atribulada, deixando a on em stand by. Mas deu para ver, ouvir e ler:

       do board de Stephanie Hempten/ Pinterest, casou com a filosofada da semana: aqueles que acham sua vida tão genial que não entendem a necessidade do outro tenha uma vida própria.

Forte e fabuloso, Without Sanctuary é um trabalho de pesquisa de fotografias, realizado por James Allen. Vasculhando diferentes cidades, vendas de garagem, brechós e outros espaços nos EUA, ele coletou diversas fotos e cartões postais do resultado de linchamentos no final do séc XIX e começo do XX. As pessoas fotografavam os corpos em pedaços, queimados, pendurados e transformavam em souvenir. É perturbador e interessantíssimo. Esse nosso mundo não faz sentido. (via @pinkywainer)

Direto de Buenos Aires, entre um roteiro e outro, Laura Artigas publica experimentos em texto em seu “Outras coisas pra ler

De São Paulo e do mundo vem as bananas que engordam e fazem crescer do “Yes Banana” de Carol Vasone e Augusto Olivani. Informação boa em pencas.

StereoSystem, novo projeto musical de Lucio Morais, apareceu na caixa de som e na postal. Bem bom.

durante essa semana

imagens e estórias que separei:

 encontrei essa no board Ateism, do Pinterest de uma gringa.

– perguntas que os filmes deixaram em aberto (como o que raios significa o fim de “2001” e que horas se deve alimentar um Gremlin) respondidas aqui, via Ana Maria Bahiana

 um tumblr com as fotos de “crianças ricas do instagram” via Dafne Sampaio 

– Por que as mulheres ainda não podem ter tudo, artigo publicado no The Atlantic  “it’s time to stop fooling ourselves, says a woman who left a position of power: the women who have managed to be both mothers and top professionals are superhuman, rich, or self-employed. If we truly believe in equal opportunity for all women, here’s what has to change.” via Dani Cury

– O Hacker que roubou a conta do jornalista da Wired, via Gustavo Mini

set de hip hop do DJ Primo (já falecido) junto com Dubstrong. Aumenta o som:

 

GZA

“It’s nice to know that you’re still relevant after a long time”. Não acreditei quando o Gênio falou isso. “Depois de fazer dois shows com ingressos esgotados, você sai do palco e chega no backstage e quer voltar. Não quero parar, quero voltar ao palco, quero versar, então abaixa a luz…” e começou a improvisar. Achei que fosse chorar. GZA, The Genius, nasceu Gary Grice no Brooklin, NY, EUA em 66. Um dos fundadores do Wu-Tang Clan, é um dos melhores letristas e MCs do rap americano.

Naquela noite de 5afeira, o Brooklin fervia hip hop: Kool Keith discotecava a poucas quadras de uma casa de show onde, em dois shows seguidos e lotados, GZA apresentou, acompanhado do Grupo Fantasma,  “Liquid Sword”, clássico disco de 95.

O público estava ansioso, rednecks do Queens, hypsters do Brooklin, hoodies de Manhattan, e nós (uma amiga e eu). Ela não é muito do rap mas já era local, viu camisetas penduradas na grade em frente ao show e falou “ó lá, é para pegar”. Eu esperei dez longos minutos para pegar a minha, procurando o ambulante, que, claro, não estava lá.

No show GZA enfileirou o Liquid Sword, homenageou Old Dirty Bastard cantando Shimmy Shimmy Ya (“tinha um camarada nosso que gostava de tudo e muito, se o assunto era mulher, ele ia da Brazilian Wax a Sandpaper Pussy…), chamou Raekwon ao palco para fazer músicas do Wu Tang Clan.

Pra quem estiver de viagem marcada para aquelas bandas, recomendo aquela olhada básica no site do Music Hall of Williamsburg, só coisa fina.

> do aúdio dos vídeos no meu canal do youtube, bem, entenda, fã que é fã tem que colar na caixa de som.