Capitães da Areia, um reencontro

Reli Capitães da Areia, livro de Jorge Amado, numa viagem recente.

Ao contar a vida de rua em Salvador através de um grupo de meninos que vivem de aplicar golpes e furtos o escritor transforma leitores em cúmplices e comparsas nas aventuras. Moradores de um trapiche abandonado, o bando chefiado por Pedro Bala encanta e perturba.

As situações descritas no livro de 1937, que chegou a ser proibido dois anos depois de sua publicação, se assemelham à atual dos menores na mesma condição.  A situação de abandono, raiva, abuso de autoridade permanecem iguais. só mudou a inocência do mundo. Isso não tira o delicioso sabor da história que envelheceu muito bem.

“Seu vulto desapareceu no areal.Professor ficou com as palavras presas, um nó na garganta. Mas também achava bonito Boa-Vida andar assim para a morte para não contaminar os outros. Os homens assim são os que têm uma estrela no lugar do coração. E quando morrem o coração fica no céu, diz o Querido-de-Deus. Boa-Vida era um menino, não era um homem. Mas já tinha uma  estrela no lugar do coração. Já desapareceu o seu vulto. E então a certeza de que não mais verá seu amigo encheu o coração do Professor. A certeza de que o outro ia para a morte.”

O livro é meu preferido do autor, recomendo a leitura sempre. Ano passado virou filme, trailer aqui.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s