os links da semana

Rainy Milo (bom de ouvir)

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– uma (antiga) reportagem do NYT sobre um homem preso como se fosse outra pessoa nos EUA.

escritos de Scott Fitzgerald para sua filha

Stellar (via @fascinated)

Woody Allen em entrevista para Esquire “What I’ve Learned” (com trecho dele falando…)

BadBadNotGood e JJ Doom

– sinais de que você é introvertido (via @camilorocha)

– A inglesa que foi presa no Peru embarcando cocaína para Ibiza e o estilo de vida dos filhos da Inglaterra na Ilha mediterrânea. (via @camilorocha)

O ataque químico em Damasco e a mochila especial para backpackers em zona de conflito

– Onde fui roubado (via @lostart )

– A frase da semana – Herbie Hancock

– Nugtella, Nutella e Cannabis num mesmo pote (meus feeds, Dangerous Minds)

– Marcelo Canellas, os moradores do Médio Xingu, seus moradores, a terra, a morte (via Carolina Trevisan)

Armando Antenore,  um bolo de aniversário, dois leoninos, perguntas e respostas (via Ronaldo Bressane)

– “Eu tenho um sonho“, o discurso de Luther King fez 50 anos (via Carol Trevisan)

– O que você faria se dinheiro não fosse uma questão? (via Dani Cury , o link do BrainPickings traz o aúdio do filósofo e escrito Allan Watts divagando sobre a questão.)

Homem Lento, J.M. Coetzee

“A câmera, com seu poder de captar luz e transformá-la em substância, sempre lhe pareceu mais um aparelho metafísico do que mecânico. Seu primeiro trabalho de verdade foi como técnico de câmara escura; seu maior prazer estava sempre no trabalho no escuro. Quando a imagem fantasmagórica aparecia debaixo da superfície do líquido, quando veias escuras no papel começavam a se juntar e ficar visíveis, ele às vezes experimentava um arrepio de êxtase, como se estivesse presenciando o dia da criação.”

“Eros. Por que a visão do belo chama Eros à vida? Por que o espetáculo do horrendo estrangula o desejo? Será que a relação com o belo nos eleva, nos torna pessoas melhores, ou será abraçando os doentes, os mutilados, os repulsivos que melhoramos nós mesmos? (…)”

 

Ganhei Coetzee de presente de aniversário. Viajei com ele e ele quase não volta. Uma prosa que flui tão deliciosamente e uma história que se encaixa de maneira surpreendente. Livro do tipo que você não quer parar de ler.

Paul Rayment sofre um acidente e perde a perna. Um senhor solitário e rabugento, morando na Austrália, aficionado por fotografia. Sua recuperação poderia enveredar por um enredo enfadonho ou piegas, mas no olhar desse bom escritor é apenas no começo de uma história com inúmeras surpresas. Na receita, uma família croata, uma escritora desvairada e muita sensibilidade ao olhar os esforços e as limitações de cada pessoa.

Pertencer, não pertencer, caminhar, parar, todas as questões universais estão colocadas belamente nesse livro que fala de amor, de sonhos e realizações, de solidão e de limitação.

Em Marrakesh lembre de olhar para cima

Após algumas horas de viagem, sentada na mesa do Riad, esperando o café e um suco de laranja.

Ainda meio tonta, conversava com meu amigo e de repente deixei a cabeça pender para trás. E veio. A imagem, o silêncio, a cabeça que baixa e olha nos olhos do outro e só consegue fazer é usar as mãos para apontar o teto. O teto.

Os tetos em Marrakesh tornaram-se uma obsessão e uma história de amor. Um detalhe precioso que facilmente você pode deixar passar. Não deixe. Marchetaria, pedra esculpida, lindos candelabros.

Além do mais a imensidão do céu local, devidamente auxiliada por prédios de no máximo 4 andares, fazem com que os marroquinos tenham sempre algo a esconder e mostrar logo acima. Seja uma varanda, seja uma armação de tecido para te proteger do calor que ainda assim obedece a alguma geometria.

 

Em Marrakesh lembre sempre de olhar para cima.

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o teto do Riad

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olhando para cima da sacada do meu quarto

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a proteção no café do jardim Marjorelle

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foto (27)

 

foto (28)

 

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Museu de Marrakesh, antigo palácio do Rei

 

foto (22)

o teto da primeira escola de Marrakesh





> logo mais eu conto que lá também é bom olhar para o chão

 

 

 

 

 

 

 

Nouveau por Giselle Nasser

Desde o começo do ano que a OiFm voltou online e lá estou eu com uma coluna diária chamada GPS, que também agrega três posts na parte de news do site. Às 4afeiras há uma entrevista e essa semana foi com Giselle Nasser, estilista.

Depois de desfilar com a sua marca homônima em semanas de moda, de assumir a diretoria criativa da Cori em dupla com , Giselle agora lança o Nouveau, seu projeto de moda para noivas. Como fiz a entrevista no atelier, segue algumas fotos do local.

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a entrevista na integra você confere aqui