Uma mensagem

Klara, em reportagem incrível do NY Times, fala do tempo, de lembranças, de coisas que deixamos para trás e como elas retornam.

 

a melhor reportagem que você vai ver hoje

 

 

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Leitura Re-comendadas

“Tem a ver com a certeza de que o transporte deveria ser um bem comum, assim como o verde da praça Taksim, assim como a água, a terra, a internet, os códigos, os saberes, a cidade, e de que toda espécie de “enclosure” é um atentado às condições da produção contemporânea, que requer cada vez mais o livre compartilhamento do comum.

Tornar cada vez mais comum o que é comum –outrora chamaram isso de comunismo. Um comunismo do desejo. A expressão soa hoje como um atentado ao pudor. Mas é a expropriação do comum pelos mecanismos de poder que ataca e depaupera capilarmente aquilo que é a fonte e a matéria mesma do contemporâneo –a vida (em) comum. ”

Peter Pál Pelbart, filósofo hungaro e professor da PUC-SP na coluna Opinião “Anota Aí: Eu Sou Ninguém“.

Rolezinho Reloaded

Sempre me encantaram os Gonzagas, o inha e o ão, “minha vida é andar por esse país”.

Esse país, esses países, descobrir o globo grande e pequeno que pode ser o mundo. Redondo. Andar por aí, câmera na mão observando pessoas, lugares, histórias.

De rolê.

Rolezinho foi uma coluna de curta vida no portal Vírgula. Foram passeios incríveis: o pianista Vítor Araújo tocando no alto do Edifício Martinelli (SP), o fotografo Felipe Morozini contando da sua relação com o Parque Minhocão (SP) , o ator Paulo Vilhena acompanhando o Greenpeace no Senado Federal (Brasília, e o prédio com peso de podre no ar).

Se a coluna parou, os rolês não pararam. Eu não paro, insisto. Gravo, passeio, converso, edito. Lugares, livros, pessoas, histórias. Ai resolvi voltar, rolezinho reloaded.

os dois primeiros que publico hoje são curtos.

O primeiro é um experimento, procurava uma vinheta, usei um caminhar de sapatos lindos do Studio Dani Cury. Sapatos para te levar a qualquer lugar hora momento, de salto de sola de borracha de couro, feito`a mão.  Pra caminhar é necessário sapatos confortáveis. Ou grossas solas nos pés

 

Era domingo dia das mães. Tem quem ame a data, quem odeie, quem deixe passar.

Para quem, como eu, já não tem mãe viva em terra, parece um dia meio sem sentido, fora do tempo. Fui passear.

Queria conhecer o Disjuntor, na Mooca (SP) , havia tempo. Reduto de resistência artística, política, de bons pensamentos. Mistura de galeria, bar e restaurante, pista e espaço de convivência. Criado pela dupla Mozart Fernandes e Monica Rodrigues, da Vértices Cenografia,  em parceiria com Tatá Crippa, que é O cara do lowrider e morador do bairro.

O Disjuntor integra o Distrito Mooca. Galpões e fábricas antigos, lindos e vazios que estão sendo transformados em locais de lazer e gastronomia, em busca de revitalizar e trazer mais gente `a área.

O dia de rolezinho Disjuntor teve Flash Tattoo;  Mauro Farina, da Freebeats, tocando delícias, entre elas o Rework em cima do Afro-Sambas que é a trilha do vídeo;  comes e bebes com Checho Gonzales e Sommelier Itinerante; e muita conversa com Monica, de quem brilham os olhos quando fala do Disjuntor, suas ideias, suas oficinas.

Fica ligado no calendário e aproveita para conhecer.

Todas as Manhãs do Mundo, o doc

Law

Confesso, tenho uma ligação emocional com Todas as Manhãs do Mundo.

O documentário, dirigido por Lawrence Wahba, que estréia hoje nos cinemas, teve 44 semanas de viagens para captação das quais estive próxima porque Law foi quem me ensinou sobre documentários de natureza. Sobre documentários, sobre como captar imagens de natureza e do mar.

Trabalhamos juntos, ele foi meu mentor em produzir filmes, mergulhar, curtir tubarões, tamburitacas e tubastreas, e a desejar conhecer um dia a Papua Nova Guiné.

Fiquei emocionada quando assisti ao filme ainda na época dos ajustes de som. Uma das cenas me fez chorar e ele ria e vibrava.

“Todas as Manhãs do Mundo” é um filme para quem gosta de observar e entender os movimentos extra-humanos da Terra. Narrado na perspectiva do Sol e da Água (com as vozes de Ailton Graça e Letícia Sabatella), é um filme para a família, para apresentar para os pequenos as maravilhas desse mundo vidaloka. Bom para lembrar também aos grandes que há muito pelo qual lutar. Produzido pelos mesmos caras de “A Marcha dos Pinguins”, é um material de qualidade impar, de imagens raras, que merece ser visto em tela grande.

 

 

Prepara Carnaval: Trocando em Miúdos

Carnaval em Recife é brincadeira séria.

“Carnaval é o nosso Natal” conta Juliane Miranda, dona da loja de acessórios Trocando em Miúdos, que além das linhas de verão, inverno e alto verão, produz coleções temáticas para os blocos locais.

“Eu Acho é Pouco”, “Quando a Mangueira Entra”, “Amantes de Gloria”, “Odara ô Desce” são agremiações que se transformam peças incríveis nas mãos das meninas, e sucesso instantâneo nas orelhas das foliãs. Esse ano a ilustradora Bel Andrade Lima desenvolveu a linha carnavalesca inspirada nos clássicos de Recife e Olinda.

 

              brincos das coleções “Batutas de São José“,  “O Homem da Meia Noite”  e  “Elefante de Olinda

Para montar as coleções, Juliane e sua sócia, Amanda Braga, vão atrás dos ícones e cores de cada agremiação, junto com o repertório da folia de amantes do carnaval das donas. Juliane conta das coleções enquanto prepara-se para os dias de festa.  “é que estamos fazendo a mudança para o carnaval, eu e minhas amigas alugamos uma casa em Olinda e subimos com a mala de fantasia, travesseiro e ventilador para curtir a festa.”

                                                    ( brincos da coleção do bloco Eu Acho é Pouco )

A produção é  suficiente para se pagar e evitar que muitos brincos sejam vistos no mesmo bloco.   Em 2016,  o brinco de dragão do bloco “Eu Acho é Pouco” já estava esgotado antes do carnaval chegar. Qual o Hit de 2017 ? ” ah, é o Trio da Meia Noite  e o Starman, que fizemos em homenagem ao Bowie, com estrelas e fios”

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A marca nascida em Recife celebrou dez anos de existência em 2016 com o lançamento do livro Colecionando O Tempo.  As peças são feitas em acrílico, paetês, pedras e metais e podem ser adquiridas na loja virtual ou em pontos de venda físicos, disponíveis em três estados do Brasil.

Além das linhas carnavalescas, são lançadas coleções de inverno, verão, alto verão.  Em 2015, o tema foram as divas do jazz. 2016 trouxe a coleção O Trem Azul refletindo a passagem do tempo e a história da marca. E o que vem em 2017? “A gente vai fazer uma coleção de inverno inspirada em Almodovar, na Espanha e em seus filmes. Bel vai fazer desenhos para essa coleção, já que a nossa parceria deu tão certo.”

Agora é esperar para ver e usar.

 

 

Para onde foram as andorinhas?

Para quem mede o tempo de uma outra maneira, descrever a mudança do clima baseia-se em pássaros, insetos, em como crescem as frutas. Os índios do Parque Xingu que sentiam-se ameaçados pelo desmatamento na cabeceira do rio, tem no fogo uma nova ameaça.

“Para Onde Foram as Andorinhas?” é dirigido por Mari Corrêa, produzido pelo Instituto Catitu em parceria com o ISA. Exibido na COP 21, o curta é um material delicado e  importante de assistir.

Conheci recentemente quando trabalhei no lançamento aqui em SP. Para saber mais do ISA, respeitada organização de antropólogos que atua junto aos povos indígenas, as causas ambientais e a comunidades tradicionais do Brasil, pra saber mais  www.socioambiental.org.