Todas as Manhãs do Mundo, o doc

Law

Confesso, tenho uma ligação emocional com Todas as Manhãs do Mundo.

O documentário, dirigido por Lawrence Wahba, que estréia hoje nos cinemas, teve 44 semanas de viagens para captação das quais estive próxima porque Law foi quem me ensinou sobre documentários de natureza. Sobre documentários, sobre como captar imagens de natureza e do mar.

Trabalhamos juntos, ele foi meu mentor em produzir filmes, mergulhar, curtir tubarões, tamburitacas e tubastreas, e a desejar conhecer um dia a Papua Nova Guiné.

Fiquei emocionada quando assisti ao filme ainda na época dos ajustes de som. Uma das cenas me fez chorar e ele ria e vibrava.

“Todas as Manhãs do Mundo” é um filme para quem gosta de observar e entender os movimentos extra-humanos da Terra. Narrado na perspectiva do Sol e da Água (com as vozes de Ailton Graça e Letícia Sabatella), é um filme para a família, para apresentar para os pequenos as maravilhas desse mundo vidaloka. Bom para lembrar também aos grandes que há muito pelo qual lutar. Produzido pelos mesmos caras de “A Marcha dos Pinguins”, é um material de qualidade impar, de imagens raras, que merece ser visto em tela grande.

 

 

Para onde foram as andorinhas?

Para quem mede o tempo de uma outra maneira, descrever a mudança do clima baseia-se em pássaros, insetos, em como crescem as frutas. Os índios do Parque Xingu que sentiam-se ameaçados pelo desmatamento na cabeceira do rio, tem no fogo uma nova ameaça.

“Para Onde Foram as Andorinhas?” é dirigido por Mari Corrêa, produzido pelo Instituto Catitu em parceria com o ISA. Exibido na COP 21, o curta é um material delicado e  importante de assistir.

Conheci recentemente quando trabalhei no lançamento aqui em SP. Para saber mais do ISA, respeitada organização de antropólogos que atua junto aos povos indígenas, as causas ambientais e a comunidades tradicionais do Brasil, pra saber mais  www.socioambiental.org.

 

Para ver em tela cheia: Nicolas Jaar e Sergei Parajanov

Nicolas Jaar, menino prodígio da música eletrônica, newyorker, criou uma trilha original para o filme “The Color of Pomegranates” (as cores das romãs, em tradução livre).

O filme, lançado em 1969 e originalmente falado em armênio, é considerado uma das grandes obras do século XX, dirigido pelo russo Sergei Parajanov, que ao invés de contar a vida do poeta armênio Sayat Nova, transpõe seu universo interno para a tela.

Para ver em tela cheia