Deixa encostar

Quando perceber a solidão infinita que é existir

vire o universo de ponta cabeça

deixe a solidão encostar.

Você não está mais sozinho,

está com ela a te fazer companhia.

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Batalha de Djs: Primeiro episódio

Durante o mês de maio fiquei confinada em gravações. O resultado estreou domingo à noite no Multishow: o reality “Batalha de Djs”. Uma disputa entre djs não profissionais para encontrar um novo talento dos toca-discos. Eles, os djs, são sempre saudados porém pouco valorizados atualmente, como bem disse Camilo Rocha em seu post.

Camilo, junto com Maestro Billy, são meus comparsas na empreitada. Nesse primeiro episódio rola a primeira triagem entre os djs. Foram mais de 600 inscritos, 50 selecionados para as audições e apenas 10 vão para a Casa dos Djs para disputar o prêmio.

o que você não viu no episódio:

– foram muitas, muitas horas de gravação

– para decepção dos jurados muitos djs não conseguiram tocar porque não conseguiam achar o contador de BPM no Serato. Ma oe, gente, dj toca com as mãos e ouve a música, não fica procurando bpm no visual, neam?

– o critério foi definido pelo Billy como T-R-C: técnica, repertório e carisma

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*algumas fotos da nossa primeira diária

Batalha de Djs vai ao ar todo domingo as 23h15 no Multishow

Pré-Estréia

Trabalhar para a TV Cultura é sempre interessante pela qualidade das produções do canal. Para aumentar a mítica, lá foi o último local de trabalho da minha mãe, antes dela falecer há mais de 20 anos.

Quando surgiu o convite para participar do “Pré-Estréia” sabia que era um concurso de música erudita, uma disputa entre solistas e outra entre conjuntos, e que eu seria responsável pelas reportagens com os candidatos, entre 16 e 24 anos. Não imaginava viajar pelo Brasil para conhecer cada um, ouvir suas histórias, sua música, lidar com a timidez e com a coragem, editar, apresentar, comer pão de queijo que uma mãe mineira fez para a gente, e mais tantas histórias que até doem os dois minutos de matéria que vão ao ar junto com cada um deles.

Os responsáveis pela captação de imagens são os caras do Garapa, coletivo de imagens, camaradas pacientes e animados para nossa jornada. Se ganhasse por quilometragem rodada nesses dois últimos meses tava rica!

Brasília, região da Granja do Torto, caminho para a casa de Ayrton, violinista

O programa vai ao ar aos domingos, 16hs. Hoje vai ao ar a última eliminatória dos solistas, ai teremos as duas disputas entre conjuntos. Depois semifinal dos solistas e por último a grande final, na Sala São Paulo, com apresentação de solistas e conjuntos acompanhados de orquestra. Vai ser lindo. O vencedor ainda fatura um prêmio em dinheiro.

A equipe de produção do programa é super cuidadosa e dá para você se inscrever para assistir ao vivo essa apresentação aqui.

 

O mais bacana desse trabalho foi conhecer esse mundo até então distante e hermético. Fazer e viver de música erudita aqui é complicado. Os instrumentos são caros. Os perfis de candidatos eram claros: aqueles que aprenderam a tocar na igreja, aqueles que aprenderam a tocar através de algum programa social, ou porque tem a música na família; o pai é maestro, a mãe produtora de orquestra, o irmão já tocava violino. Em comum o amor pelo instrumento e a vontade de viver de música. Alguns deles me emocionaram profundamente, confesso, tenho os meus preferidos. Assista e escolha o seu. O programa também pode ser visto pelo canal da Tv Cultura no Youtube.

Pai, to na Hebe

Imagine: um recado na sua caixa postal, vc vai ouvir e ele diz “Oi Renata, aqui é a Fernanda que trabalha com a Hebe”. Desligo. Respiro. Como assim? Ouvi a primeira parte do recado por três ou quatro vezes, até tomar coragem e tirar a mensagem. Um convite para participar do programa, ao lado da comadre-de-rádio Lorena Calábria e de Rosana Hermann entrevistando Ricardo Boechat. Era “A Roda de Mulheres”.

Hebe tem 82 anos e integrou a turma que foi ao porto de Santos buscar os equipamentos que permitiriam a existência da TV Tupi. É uma das últimas instituições da telinha.

Desperta paixão ou raiva, principalmente por causa de seu posicionamento político. Virou sinônimo de programa de TV, lembro quando toda apresentadora que estreava dizia “quero ser a próxima Hebe”. Não é tão fácil assim ser Hebe. Ela é segura na condução do programa pelo TP ou no improviso, está atenta ao que acontece no palco e na coxia. De tirar o chapéu.

Ela fala o que quer, e isso num programa de TV, cada vez mais preso a formatos e pre-conceitos, é divino.  No meio do quadro com participação de Lucimara (citada na foto que abre o post) ela vira e com naturalidade pergunta “mas foi só a esperança que você abriu para ele, né?” quando a moça comentava que “abriu uma esperança”(sic) ao ter encontrado solteiro, depois de 13 anos, o pai do seu filho. Fiquei lisonjeada de ter sido chamada para a Roda de Mulheres ao lado de Lorena e Rosana para “fuzilar” (nas palavras do diretor) Ricardo Boechat.

Agora, hour-concours, foi sentar no sofá da loira: para quem, como eu, que devorava tv quando criança, além de deixar as avós felizes (são as únicas que a gente avisa nessa hora), é uma demolição das boas.