Todas as Manhãs do Mundo, o doc

Law

Confesso, tenho uma ligação emocional com Todas as Manhãs do Mundo.

O documentário, dirigido por Lawrence Wahba, que estréia hoje nos cinemas, teve 44 semanas de viagens para captação das quais estive próxima porque Law foi quem me ensinou sobre documentários de natureza. Sobre documentários, sobre como captar imagens de natureza e do mar.

Trabalhamos juntos, ele foi meu mentor em produzir filmes, mergulhar, curtir tubarões, tamburitacas e tubastreas, e a desejar conhecer um dia a Papua Nova Guiné.

Fiquei emocionada quando assisti ao filme ainda na época dos ajustes de som. Uma das cenas me fez chorar e ele ria e vibrava.

“Todas as Manhãs do Mundo” é um filme para quem gosta de observar e entender os movimentos extra-humanos da Terra. Narrado na perspectiva do Sol e da Água (com as vozes de Ailton Graça e Letícia Sabatella), é um filme para a família, para apresentar para os pequenos as maravilhas desse mundo vidaloka. Bom para lembrar também aos grandes que há muito pelo qual lutar. Produzido pelos mesmos caras de “A Marcha dos Pinguins”, é um material de qualidade impar, de imagens raras, que merece ser visto em tela grande.

 

 

As Canções, Eduardo Coutinho

Existe a escola de documentários que pressupõe o documentarista como um objeto em cena, sem intervir em nada, enquanto a linha de Eduardo Coutinho é aquela que não nega a existência do interlocutor entre câmera e aquele que está a frente dela.

Além de ouví-lo fazendo perguntas e  comentários, há o charme dele tossindo durante “As Canções”, seu último projeto, de 2011, ainda em cartaz nos cinemas.

18 personagens recorrem a canções para contar momentos marcantes da sua vida. Estórias de amor, de boas e más recordações, em sua maioria. Como é comum na filmografia dele, os personagens são muito bem escolhidos: Queimado, malandro que canta Jorge Ben, é um dos meus favoritos. São tantas as senhoras incríveis que não recordarei o nome, mas somente a expressão que uma delas usou: “cafetão de um real”.

Memorable Quotes

” Doctor Marcia Fieldstone: People who truly loved once are far more likely to love again. Sam, do you think there’s someone out there you could love as much as your wife?

Sam Baldwin: Well, Dr. Marcia Fieldstone, that’s hard to imagine.

Doctor Marcia Fieldstone: What are you going to do?

Sam Baldwin: Well, I’m gonna get out of bed every morning… breathe in and out all day long. Then, after a while I won’t have to remind myself to get out of bed every morning and breathe in and out… and, then after a while, I won’t have to think about how I had it great and perfect for a while.

Doctor Marcia Fieldstone: Tell me what was so special about your wife?

Sam Baldwin: Well, how long is your program? Well, it was a million tiny little things that, when you added them all up, they meant we were supposed to be together… and I knew it. I knew it the very first time I touched her. It was like coming home… only to no home I’d ever known… ”

Tava passando hj na tv, adorei esse diálogo de Sintonia de Amor (1993)