Catado de links: Charlie, Boko e 2015

O ano está no seu dia de número 12 e há sinais de que o mundo não está interessado em ficar de boa com o resto do mundo.

No dia 7 aconteceu o atentado ao semanário francês Charlie Hebdo, seguido de outro ataque, seguido de diversas manifestações em Paris. Os dizeres Je suis Charlie (eu sou Charlie) rapidamente se espalharam pela rede e chegaram ao tapete vermelho do Globo de Ouro ontem.

72nd Annual Golden Globe Awards - Arrivals

Na cidade de Paris aconteceu também uma marcha com presença de líderes mundiais famosos por não serem parceiros da liberdade de expressão, entre outros fatores.

                                                imagem via Cynara Menezes

Ser Charlie? Não Ser Charlie? Ser Ahmed?

Je suis Charlie, juif, musulman, Zuenir Ventura

Eu não sou Charlie, Leonardo Boff

Je suis Ahmed, o policial muçulmano morto durante o ataque `a redação do jornal. El País e Moisés Rabinovici (Correio do Brasil)

Maggie-Simpson                                     Os Simpsons em seu mais recente episódio.

O escritor e fotógrafo Teju Cole escreveu um artigo bem interessante na New Yorker, falando da sociedade ocidental e a liberdade de expressão, tão sonhada e tão pouco praticada.

Rather than posit that the Paris attacks are the moment of crisis in free speech—as so many commentators have done—it is necessary to understand that free speech and other expressions of liberté are already in crisis in Western societies; the crisis was not precipitated by three deranged gunmen.

No dia 12 chega a notícia que o grupo Boko Haram fez duas mil vítimas em Baga, na Nigéria. Duas mil mortas em quatro dias. E ao contrário da França e suas manifestações, ninguém parece se sensibilizar com milhares de africanos mortos, como o jornal inglês the Guardian pergunta.

d9ed0090-7db0-4750-a6eb-ef3cba201aef-620x372                                SIA KAMBOU/AFP/Getty Images via The Guardian

Fala-se que os mortos foram em número muito maior. Fala-se que dias antes uma menina de dez anos fez-se de bomba em outro atentado.

Quero acreditar que a coisa vai melhorar, 2015. Os últimos relatos selvagens que acompanhei, no cinema, mostram que quando a coisa começa assim o futuro tende a descambar.

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