III: Morcegóvia, senti sua falta

Dancing on the Beach (3)

Cada dia te gosto mais, Camile Yarbrough

                                           Ruína, Manoel de Barros

Um monge descabelado me disse no caminho: “Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha idéia era de fazer uma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem embaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma criança presa num cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. (O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: Digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo.” E o monge se calou descabelado.

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III: Conselho

selvage – Curumin

 

imagem kibada do FFFound

 

“Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal
Que agindo assim será vital para o seu coração
É que em cada experiência se aprende uma lição

Tem que lutar
Não se abater

Não estou dando nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz”

(Conselho – Almir Guineto)

III: lembrei

Trabalho deTatiana Plakhova

Mixtape delícia aqui . Ouvi boatos que é dos caras do Avalanches mas nada comprovado. Bom pacas de qualquer jeito.

 

“O outro está doendo em mim.

Compaixão. O sujeito experimenta um sentimento de compaixão violenta com relação ao objeto amado a cada vez que o vê, o sente ou o sabe infeliz e ameaçado, por tal ou qual razão, exterior a relação amorosa ela mesma”
Roland Barthes, Fragmentos de um Discurso Amoroso