7 shows em 17 dias

Overdose de gente durante o mês de Novembro, esse que transformou-se no mês dos muitos shows: imperdíveis, sofriveis, interessantes, extravagantes….por motivos pessoais, profissionais e familiares passei por :

Pearl Jam no Morumbi:

Banda que marcou a adolescência e que nunca tinha visto ao vivo. A excitação de poder bradar aos céus que sim, eu permaneço vivo, foi aditivada pelo show de abertura de X. Massari, companheiro de rádio e bíblia musical, falava da “legendária” banda punk com um brilho nos olhos que era difícil deixar passar. Cinco pessoas no palco, todos na casa dos 60. Barulho pacas, e barulho bom, o público no ponto de fervura. Quando Pearl Jam subiu ao palco e começou a enfileirar músicas fortes, encaixando os 20 anos de estória da banda, fez valer meu tempo de fanatismo.

 

Planeta Terra 2001

ou CarnaStrokes 2011, ou ainda, que show massa foi esse….

Acho ótima a mistura de bandas estabelecidas com aquelas no ponto de se perceber se são boas ao vivo ou apenas em estúdio. Acontecer no Playcenter é prático pela distância e desperta a memória afetiva impregnada naquele espaço, a ponto dos corajosos encararem os brinquedos. Assisti parte do Broken Social Scene (bonito), uma passadinha no Gang Gang Dance (não curti muito), o final do Goldfrapp (muito ventilador para pouca voz) e fui posicionar-me estratégicamente no gargarejo para Strokes. Quando vieram ao Brasil, em 2005, promoveram uma revolução em mim, e eu precisava dessa sensação. Mesmo depois de dois discos fracos, eles não decepcionaram. Envoltos em capuzes, moletons e tênis amarelo, músicas novas, seqüência de clássicos do primeiro disco, e no meio de tudo isso Reptilia. Please, don’t stop me now if I’m going too fast.

 

SWU

foi o segundo ano que fui mediadora do Forum de Sustentabilidade do SWU. Assistir aos shows é dobrar a jornada porque tenho que estar desperta, lépida e faceira sempre as oito da manhã do dia seguinte. Tive de escolher alguns artistas:

*Snoop Dogg: show de rap com banda faz toda a diferença – porque ele já veio algumas vezes só com dj e foi preguiça master. A trajetória do rap através de Snoop é a linha do tempo da popularização do gênero. Os primeiros sucessos ubber gansgta como Gin & Juice e What’s my Name são distantes temporal e musicalmente das suas novas produções que balançaram a molecada e que me deixaram com uma grande interrogação na testa. Snoop com David Guetta, WTF? Mas valeu, principalmente por terminar o show com “Minha Fantasia” do Só Pra Contrariar. Snoop is do pagode, man.

*Hole: Courtney, ah Courtney. Doidinha, doidinha. Quando cheguei ao palco ela cantava um trecho de Bad Romance de Lady Gaga. Aí começou a brigar com o fã que tinha a foto de Kurt. Aí xingou Dave Grohl. Aí saiu do palco. E eu só pensava em Celebrity Skin e Violet. Aí voltou ao palco, falou mais dez minutos, cantou Celebrity Skin e Violet e eu me fui.

*Stone Temple Pilots: Scott Weiland prova no palco que heroína funciona como formol.  

*Faith No More: Todo mundo de branco no palco, flores, recitador pernambucano, coro de crianças, e a banda. Intenso. O show tá disponível inteiro aqui.

Britney Spears

sério. Minha sobrinha pediu e achei que seria a única maneira de vê-la, entender mais do pop, sei lá. Cantar Toxic, talvez?

No palco, referências que nem Joãozinho Trinta conseguiu enfileirar em toda sua história na Marques de Sapucahy: Dick Tracy, kawaii, SM, motoqueiros, egípcios, color block, japonices….ufa….Playback cara de pau, ela já não dança como antigamente. Pensei na cultura americana, a maneira como deglute, devora e devolve todas as outras e como isso já não funciona mais. Seria Britney a encarnação pop do Declínio do Império Americano?

No sé, mas confesso que fogos, luzes, danças e anjos fizeram mais sentido ali que no show do Kanye West no SWU.

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